BLOGMAS #5: Um sábado daqueles

22:36

Oi pessoal, tudo bem com vocês? Espero que sim!

Quem nunca teve um dia em que tudo deu errado que atire a primeira pedra, né? E sábado (2/11) foi esse dia pra nós.

Meu pai, meu irmão, Léo, eu e Cris fomos no shopping com o intuito de assistir 'Jogos Mortais: Jigsaw' que estreou quinta-feira (30/11), mas tudo ao redor parecia conspirar contra.


Eu e o Léo saímos da casa dele no sábado surpreendentemente no horário estipulado. Demos uma sorte absurda porque o ônibus que nos deixa na porta da minha casa atrasou 5min e conseguimos pegá-lo.

Meu irmão havia ido para o curso e o combinado era irmos depois que ele saísse, mas quando chegamos lá em casa meu pai nos disse que ele havia ido jogar futebol e voltaria 15h30min. Não estávamos com pressa porque iríamos comprar os ingressos do cinema na hora, então não teve problema. 

Apesar de já termos decidido o que faríamos ainda não havíamos escolhido em que shopping iríamos e o debate foi longo. Eu queria ir no Guadalupe e o Léo dizia que estava com um pressentimento ruim por causa dos assaltos que aconteceram lá, meu pai concordava com o Léo e a Cris achava bobeira. O Léo queria ir no Nova Iguaçu, mas nós não porque - especialmente o cinema - é muito cheio. Sugeri o Nova América e o Tijuca, porém rapidamente meu pai os descartou e deu as seguintes opções antes de se arrumar: Via Brasil, Nova Iguaçu e Guadalupe.

Depois que meu pai ficou pronto tiramos algumas selfies e eu e ele fomos buscar o Lucas (o Léo ficou esperando lá em casa e a Cris estava se arrumando). 





Quando chegamos na casa do Lucas ele havia acabado de chegar do jogo e subiu para tomar banho, nós ficamos o esperando e foi bom porque encontramos o Negão (cachorro da minha falecida avó Marlene) e conversamos com o Cleiton, a Viviane e a Alice (filhinha dela) que são pessoas que eu sequer lembrava a última vez que havia visto.

É uma sensação muito estranha pisar naquele quintal porque foi o lugar em que vivi durante metade da minha vida e hoje não faz mais parte dela. Na verdade é meio triste, mas há coisas que não somos capazes de controlar.

Não demoramos muito lá porque o Lucas se arrumou rápido e logo dispersei esses pensamentos.

Voltamos lá pra casa e não saímos do carro, só buzinamos para o Cris e o Léo descerem e foi aí que tudo começou. Quando o Léo entrou no carro a calça favorita dele rasgou em um nível extremo e indisfarçável. A sorte foi que eu - ainda na casa dele - havia colocado uma bermuda jeans na minha bolsa sem ele ter pedido, se não nem sei o que ele teria vestido.

Ele foi se trocar e nós continuamos no debate do shopping com o Lucas - que não tinha nenhuma preferência - e quando o Léo voltou ainda não tínhamos decidido, mas fomos mesmo assim.

No final das contas minha preferência foi atendida: Shopping Guadalupe. Pegamos um pouco de congestionamento no caminho, mas graças a Deus chegamos bem.

Adoramos esse shopping porque não fica lotado nem nos fins de semana e/ou feriados, então é muito confortável para passear. 

Quando entramos fomos direto para o cinema comprar os ingressos e tivemos uma desagradável surpresa: o Lucas não poderia assistir o filme por ser menor de idade. A atendente foi extremamente ríspida ao nos informar isso, inclusive. Ele completa 18 anos daqui há um mês (17/01) e estava acompanhado do responsável, porém não teve conversa. 

Não acreditamos que aquilo estava acontecendo, combinamos de assistir esse filme juntos desde o início de novembro e sequer havíamos nos atentado para a classificação indicativa.

Tentamos até falar com a porteira (que recolhe os ingressos na entrada das salas) por desencargo de consciência, mas ela apenas reforçou a informação.

Não sabíamos direito o que faríamos, queríamos tentar ir em outro shopping, mas meu pai não gostou da ideia. Acabamos entrando na Centauro porque ele precisava comprar uns pesos pro Lucas e lá a Cris conseguiu convencê-lo a irmos no Grande Rio.

Eu, o Léo e o Lucas ainda não tínhamos comido nada e já eram 17h, mas se parassemos para lanchar  lá poderíamos perder a sessão das 19h e fomos direto para o estacionamento (com 12kg em pesos do Lucas).

Chegamos no Grande Rio relativamente rápido, mas esse shopping é o extremo oposto do Guadalupe: pequeno e cheio. É difícil conseguir uma vaga para estacionar, andar sem esbarrar em alguém e até sentar na praça de alimentação. Um estresse sem fim, mas o objetivo era o cinema e fomos - novamente - direto nele.

Ficamos receosos em comprar os ingressos e sermos barrados na entrada, então chamamos um funcionário e dissemos que o Lucas tinha 18 anos, mas havia esquecido a identidade. Perguntamos se ele poderia entrar se comprasse inteira ao invés de meia e ele chamou o gerente. O gerente chegou e não permitiu com o seguinte argumento: "não está claro no rosto dele que ele tem 18 anos, então não pode".

Saímos do cinema mais uma vez frustrados e barrados. A Cris e o Léo diziam que não deveríamos ter perguntado e sim comprado porque com o ingresso na mão não iriam nos barrar, mas já era tarde.

Nos dirigimos até a praça de alimentação e, graças ao meu bom Deus, ao menos conseguimos uma mesa bem rápido. Meu pai, a Cris e o Lucas compraram lanche no Bob's e eu fui no Burguer King com o Léo.

Demorou bastante para sermos atendidos porque tinha fila e, para coroar, deram um refil furado pro Léo. Quando ele foi encher o copo de refrigerante vazou para tudo quanto foi lado, mas deram outro copo e quando o pedido ficou pronto voltamos pra mesa.

Os três já tinham terminado de lanchar e eu sequer tinha comprado algo pra mim. Estava super irritada com o ambiente e isso estava estampado na minha cara. Fui na Vivenda do Camarão - porque era o lugar mais vazio - e pedi o de sempre: strogonoff.

Quando terminei de comer o meu pai falou "vamos no extra comprar um sorvetinho pra irmos embora?" e nós a princípio concordamos, mas depois o Léo teve uma ótima ideia para o Lucas conseguir assistir o filme: a carteirinha de estudante.

O Léo estuda na Estácio e a carteirinha de estudante é virtual, válida se apresentada juntamente com um documento oficial com foto. Daí ele sugeriu trocar o ano de nascimento da carteirinha dele e colocar a foto do Lucas. É errado? É. Arriscado? Mais ainda. Mas não nos julguem, queríamos mesmo ver Jogos Mortais juntos.

O processo foi demorado e extremamente divertido. Ficamos no meio do mercado por - no mínimo - meia hora editando a carteirinha e procurando um fundo branco pra tirar uma foto 3x4 do Lucas. O resultado não ficou perfeito, mas já era melhor do que nada.

Voltamos para o cinema e - como a fila para o caixa estava grande - decidimos comprar nos guichês de autoatendimento. Quando chegou a nossa vez fui pegar o meu cartão na bolsa e... Cadê? Na hora me deu um estralo: a bandeja da praça de alimentação.

Quando sentei na mesa com meu prato de comida coloquei meus 2 cartões (débito e refeição) embaixo da bandeja porque a minha bolsa estava entre as pernas do Léo. Quando saímos de lá esqueci de guardá-los. Gelei. Ficamos um bom tempo no extra e estávamos esperando na fila dos guichês há alguns minutos, mas ainda assim meu primeiro impulso foi voltar lá para procurar. Meu pai, já reclamando, disse que não iria adiantar, porém não custaria nada tentar encontrar.

O Léo foi comigo e a mesa que estávamos - obviamente - já estava ocupada por uma família, mas de longe consegui avistar os cartões. Pedi licença para pegá-los e o senhor que estava de frente para mim me olhou e disse: "eu tinha certeza que você iria voltar". O agradeci, agradeci a Deus mentalmente e voltamos para o cinema.

Pensei em brincar com o meu pai dizendo que os cartões tinham sumido, mas estava tão sorridente e aliviada que não consegui. Ele disse que já estava com um discurso preparado pra me dar sermão e eu sabia bem disso! Kkkk.

Compramos os 5 ingressos (4 meias e 1 inteira) pra última sessão (21h) e seguimos para realizar o "ritual" do meu pai antes dos filmes: comprar chocolate nas Lojas Americanas.

Quando saímos de lá já estava quase na hora da nossa sessão e caminhamos até o cinema. Estávamos bastante nervosos e meu pai soltou - como sempre - uma de suas pérolas: "gente, vocês estão indo ver um filme, não roubar um banco" e descontraímos um pouco.

A entrada foi tão simples que chegou a ser ridícula: o porteiro mal olhou nossos rostos, só pediu o comprovante das meias, indicou nossos assentos e a sala. Fim do drama. Nos esforçamos tanto e no fim bastava termos comprado os ingressos desde o início. Cris e Léo estavam certos! Kkk.

Porém a história não acabou aí: justamente um dos assentos que escolhemos estava quebrado. A sala de cinema é enorme e nós conseguimos escolher a fileira com o assento ruim. Rimos pra não chorar! O Lucas sentou nele e, pouco antes dos trailers começarem, um casal veio até nós perguntar se estávamos nos assentos certos porque eles haviam comprado 2 deles. Conferimos os ingressos e realmente estávamos nos lugares errados: bom porque o assento quebrado não era nosso, ruim pela vergonha! Kkkk.

No fim nós conseguimos assistir o filme e gostamos muito - só o meu pai que disse que esperava mais, mas a sensação de "conseguimos!" superou até mesmo vontade de assisti-lo! Kkk.



Na saída a fila para pagar o estacionamento estava grande e eu e o Léo fomos no Burguer King comprar hambúrguer para comermos em casa. Quando voltamos eles já tinham pago e nós fomos embora. A fila de carros para sair do shopping também estava grande, mas meu pai pegou um atalho e não perdemos tanto tempo. Ps.: sério, é muito cheio lá!

Deixamos o Lucas em casa e o coitado teve que subir as escadas com os 12kgs de pesos nos braços! Kkkk. Mas chegou bem e nós também.

No fim o saldo do dia foi positivo e rendeu nos boas risadas. São momentos como esses que se tornam inesquecíveis e fazem a minha vida valer a pena.

Não gosto de ser redundante, mas quando o assunto são as pessoas que amo é impossível: não há nada mais precioso para mim do que estar com eles - não importando onde, como ou quando.

E é isso!

Até a próxima! <3

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6 comentários

  1. Que desabado mais legal. Só mais um dia na Terra, não é? :)
    Adorei todas as descrições, as sensações liminares ali num determinado parágrafo, as fotos cheias e pessoas felizes... estar com pessoas que amamos é sempre maravilhoso (acho que já disse isso em algum post seu por aqui hehe).
    Beijos :*

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    1. "Só mais um dia na Terra" é uma ótima definição, Lu! Hahahahahahaha.

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  2. Gente, tem dia que não tem como, né? Uma coisa que dá errado já desata a criar outras mil pedras no caminho, parece que não tem fim! Mas só de você ter recuperado seus cartões Já é uma vantagem, né? Imagina ficar sem eles também?
    E a classificação +18 é assim mesmo, a única que a pessoa não pode entrar nem com autorização dos pais...

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    1. Nem fala, Luly! É de cair o c* da bunda, só dizendo assim! Hahahahaha.
      Pô, ter encontrado os cartões realmente evitou um estresse absurdo!
      Sim, nós lemos lá, mas não sabíamos mesmo. Eu nunca tinha sido barrada na vida e na verdade nem o meu pai, foi novidade pra todo mundo! Kkkk.

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  3. Quando algo corre mal aprece sempre mais para estragar beijinhos

    ❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤
    Meu cantinho Lusitana❤Blog
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