BLOGMAS #14: Bad day

23:01


Sabe aquele dia em que nada contribui pra postagem sair? Pois é, o estou vivendo hoje.

Eu e meu irmão elaboramos uma publicação incrível e estou tentando soltá-la desde o início da semana, mas a todo momento surge um empecilho: falta de tempo para organizá-la, falta de programa para editar as imagens, falta de criatividade para descrevê-las [...] todas essas foram sanadas com ajuda tanto do meu irmão quanto do meu noivo, porém há coisas que estão fora do alcance deles como: estresse, correria diária, semana de provas na faculdade e, por fim, notebook com mal contato.

Nesse exato momento são 22h10min. Cheguei da faculdade 20h e estou escrevendo do celular enquanto janto. Estava tentando acertar os detalhes da postagem em questão, mas o notebook simplesmente se recusou a carregar e fiquei com medo dele desligar e eu perder todo o progresso. Pensei em responder uma tag ou postar mais um dos meus textos antigos, porém não quero. Quero finalizar a postagem que eu e o meu irmão fizemos e não poder é muito frustrante.

A verdade é que já estou muito chateada com outros acontecimentos e ver isso afetando o blog - que é uma das melhores coisas que tenho na vida - piora tudo. Pensei até mesmo em desistir do blogmas, mas não irei porque me comprometi e porque tenho certeza que isso só pioraria a minha situação.

2017 foi um ano extremamente cansativo psicologicamente falando. Dizer que estou no meu limite seria mentira pois na realidade ele já foi ultrapassado há meses. Ao sair da faculdade hoje minha única vontade era chorar e eu não conseguia identificar um motivo específico porque são tantas coisas que mal sou capaz organizar meus próprios pensamentos.

Não posso ser injusta e tampouco ingrata: há muitas razões para agradecer e na retrospectiva desse ano salientarei todas elas, porém nesse momento tudo o que preciso é colocar pra fora tudo o que está engasgado aqui dentro.

Ter "sobrevivido" a 2017 é uma grande vitória individual pois diversas vezes tive a certeza de que não iria dar conta. Tive pessoas incríveis do meu lado que me ajudaram nesse processo, lógico, mas a minha sensação é de que por mais que se importassem verdadeiramente comigo ninguém tinha/tem real noção do impacto causado em mim por tudo o que estava acontecendo. Me senti sozinha mesmo sabendo que nunca estive, o familiar nó na garganta retornou e estômago embrulhou novamente.

Mas dessa vez eu lutei. Enfrentei lutas diárias quando na verdade não sentia vontade de fazer nada porque sabia que não podia parar. Não estava fazendo só por mim dessa vez. Não podia desistir, não podia decepcionar. Tinha que ser forte, tinha que dar o exemplo, tinha que ser a melhor versão de mim. Não havia como me dar ao luxo de ser a menininha quebrada novamente. 

O tempo foi passando e a frustração foi tomando conta: metas inatingidas e cada vez mais distantes, decepções constantes e perguntas torturantes. Continuei fazendo a minha parte mesmo assim. Não sei desistir de nada e odeio a sensação de fracasso. Por muitas vezes ter continuado feriu o meu coração, a minha alma e o meu eu, mas não te-lo feito mataria o pouco que me mantinha sã. 

Se valeu a pena passar por tudo isso? O tempo vai dizer. O que posso afirmar é que ter passado por tudo isso me mudou por inteiro. Parei de enxergar a vida como um conto de fadas onde tudo sempre acaba bem. Sou realista e na maior parte do tempo essa consciência de realidade machuca, porém tenho cada vez mais certeza de que alcançar meus objetivos é apenas uma questão de escolha: 2018 será o MEU ano, pode anotar. Estou com uma dívida enorme comigo mesma e irei quitá-la.

E amanhã a postagem feita com o meu irmãozinho estará no ar. 

Até a próxima!

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1 comentários

  1. Poxa, acho que 2017 realmente foi complicado pra todo mundo... Por um lado, consigo enxergar coisas boas no meio disso tudo, pois se foi difícil, significa que nos fez amadurecer. Tenho certeza que 2018 será um ano maravilhoso para todos nós.
    Me identifiquei muito com seu texto.

    Beijão ❤

    letologia.blogspot.com.br

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