Minha primeira vez na balada

11:22

Oi pessoal, tudo bem com vocês? Espero que sim!

Há alguns meses assisti o vídeo 'O dia que tomei um chupão na balada' da Sangerine e pensei "por que não compartilhar minha experiência - também desastrosa - no blog"? e cá estou eu!


Diferente da maioria dos adolescentes nunca tive vontade de ir em baladas, shows e ambientes do gênero. Na verdade antes de conhecer meu noivo eu mal saía de casa e não via mal algum nisso. Ele, no entanto, sempre gostou de sair.

Começamos a namorar quando eu tinha 16 anos e ele estava prestes a fazer 19. Não é uma grande diferença de idade, mas nossas vidas distintas faziam com que parecesse maior do que realmente era. Obviamente a frequência de saídas noturnas dele diminuiu consideravelmente e eu, menor, não poderia acompanhá-lo nem mesmo se quisesse (e não queria). 

Porém em junho de 2014 (período em que Copa do Mundo foi sediada aqui no Brasil) uma amiga do Léo decidiu comemorar o aniversário dela em um pub e eu não queria que ele fosse. Estávamos juntos há quase 2 anos, eu tinha feito 18 anos em fevereiro e percebi que não ia ganhar a discussão, então decidi: "vou com você".

Ele não acreditou, mas gostou da ideia e o "desafio" principal seria convencer o meu pai - que permitiu que eu fosse após muita insistência.

Apesar de não estar empolgada não queria me destacar negativamente no meio da multidão e fui ao shopping com uma amiga comprar roupa. Ela me emprestou uma bolsa dourada, escolhi um vestido preto (na época estava ruiva) e o usei com um scarpin altíssimo e meia calça. Fiz chapinha no cabelo e pedi para minha tia Marcela (que estava fazendo curso de maquiagem) me maquiar. Não lembro a cor do esmalte das minhas unhas e nem quem as fez, mas estavam impecáveis.

Saí de Belford Roxo já a noite e me encontrei com o Léo no Centro. A boate ficava em Copacabana e nós pegamos o metrô. Ao saltarmos tivemos que caminhar uma distância considerável e pensamos que estávamos atrasados, mas ao chegarmos ninguém havia entrado ainda e tinha uma fila de espera bem grande na porta do estabelecimento. A amiga do Léo já estava com os amigos nessa fila e foi bem fácil encontrá-los. Ficamos aguardando e depois de um tempo eles liberaram a entrada.

Ao entrarmos tive duas primeiras impressões sobre o lugar: escuro e pequeno (menor do que eu imaginava). Eram dois andares e no primeiro havia um bar, banheiros e algumas cadeiras e almofadas para sentar. No segundo havia outro bar, mais banheiros, alguns bancos e a pista de dança com o DJ.

A localização era, sem sombra de dúvidas, privilegiada: em frente à praia e, como o Rio de Janeiro estava lotado de gringos, haviam pessoas de diversos países e culturas diferentes lá.

O Léo se estressou um pouco porque os caras estavam bastante "animadinhos", porém o acontecimento que deu vida a essa postagem superou quaisquer expectativas ruins que eu poderia ter criado.


Estávamos na pista de dança próximos ao DJ. Ela estava lotada, porém confortável graças ao ar condicionado. Um casal de chilenos estava na nossa frente e o homem parecia estar mais agitado do que o normal, mas nada alarmante. Continuamos dançando e confesso que estava me divertindo, até que escutamos um barulho e quando olhamos para o chão levamos um baita susto!

Não sei se vocês já jogaram GTA, mas essa foi a primeira imagem que veio na minha cabeça quando me deparei com aquela cena:


O chileno - bêbado ou drogado - escorregou, caiu no chão, ficou inconsciente, a cabeça dele abriu e uma enorme poça de sangue se formou diante dos nossos olhos. A mulher começou a gritar e algumas pessoas ficaram ao redor olhando. Não há palavras suficientes para descrever o que senti naquele momento.

As luzes não foram acesas, a música permaneceu no último volume e a maioria continuou dançando.

O socorro demorou muito e, quando chegou, a preocupação principal parecia "limpar a sujeira" em vez de ajudar o dito cujo pois não o puseram sequer em uma maca.

A noite acabou ali para todo mundo.

A amiga do Léo, coitada, ficou horrorizada e quase foi embora sem nos avisar. Se para mim já foi terrível, nem imagino como foi para ela na comemoração do aniversário.

Mas fiquem tranquilos: ele não morreu! Quando o levantaram, ele ficou consciente e foi levado para o hospital.

Outra menina - podre de bêbada - quase saiu rolando enquanto descia as (enormes) escadas calçando um salto agulha. A energia do lugar não estava boa não! Kkkk.

Por incrível que pareça conseguimos rir disso hoje em dia, mas levou um tempo para absorvermos o ocorrido. O fato só serviu para reforçar ainda mais as minhas certezas sobre o abuso de álcool e, principalmente, o uso de drogas ilícitas.

Eu e o Léo saímos logo em seguida e ele, todo assustado, insistia em dizer: "balada não é assim não, tá?" e, apesar de ter encarado a situação como um alerta divino, fui em outras boates com ele posteriormente e tenho uma série de histórias - não tão trágicas quanto essa - para contar. (Clique aqui para ler uma delas)

E foi isso.

(14/06/2014) Fotos tão belas quanto o acidente, porém - acreditem se quiserem - não postei a pior delas! Kkkk. #mematanãomozão
Vocês já presenciaram (ou protagonizaram) algo inusitado nas madrugadas? Me contem nos comentários!

Até a próxima!

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26 comentários

  1. Também não sou muito fãs de balada, acho que existem outros tipos de interação social que trazem menos riscos a nossa dignidade. kkkk Mas lendo seu depoimento foi como se eu estivesse lendo um livro ou alguém descrevendo uma cena de filme. Mas o pior é que esse tipo de coisa acontece o tempo todo a diferença e que poucos falam sobre.

    Blog Profano Feminino

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    1. Hahahahahahahahahahahahahahahahahaha, amei teu comentário!

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  2. Amei o seu post, eu sou louca para poder ir numa balada, mas nunca fui,
    E que paia o chileno ter "acabado" com a festa, pelo menos ele não morreu e antes disso, deu para você se divertir um pouco.
    Ahn, sobre o preço do leave-in (obrigada por me lembrar de colocar o preço. kkk); eu paguei na época R$ 32,90, é caro, mas vale a pena e dura bastante. ;)
    Beijos. ♥

    Diário da Lady

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    1. Jura, Lady? Apesar dos pesares é legal. Passei dessa fase, mas no início gostava bastante.
      Realmente não é muito barato, mas eu geralmente desconfio de preços muito baixos, preços mais altos passam a impressão do produto ser melhor. Obrigada por me dizer!

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  3. Também não sou muito fã de sair à noite. Ainda pra mais aí no Brasil que deve ser perigoso...
    Xoxo from Portugal

    marisascloset.blogspot.com

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  4. Eu confesso que não gosto de sair à noite...


    Isabel Sá
    Brilhos da Moda

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    1. Também não gostava muito, Isa! Hoje curto mais bares do que boates.

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  5. que situação tensa rsrs, nunca fui à esses lugares fechados!

    http://submersa-em-palavras.blogspot.com.br

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  6. Eu gosto de dançar e de sair, mas não fui a muitas baladas na vida também, não. Na verdade tirando as festinhas de 15 anos da escola e da época que trabalhei numa boate foram só 3... Acho que todo mundo tem uma história ruim pra contar nesse aspecto, né? Eu era doida pra ir em festa de Halloween desde sempre e na primeira que fui, com a fantasia que sempre quis, meu melhor amigo resolveu beber pela primeira vez, ficou bêbado a ponto de ter que ir quase desmaiado pra casa e minha noite acabou antes de uma da manhã. Depois disso eu controlo de perto os copos dele, hahahah!
    Mas o seu caso foi beeeeem mais grave, né! Acho que eu ia chorar se visse essa cena de terror. Ainda bem que você se divertiu antes disso, tanto no processo de se preparar para a saída quanto depois que chegou lá!

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    1. Puts, que vacilo do teu amigo! Kkkkk. Mas amizade é isso, né? Tem que controlar mesmo porque é fácil perder o controle e estragar a festa de geral! Kkkk.
      Não chorei porque quando fico muito nervosa dou risada igual uma tapada! Kkkkk.

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  7. Nunca fui na balada até hoje, acredita? Sou bem caseira, acho que iria estranhar. Adorei saber sua experiência! ❤

    www.kailagarcia.com

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    1. Jura, Kaila? Eu sempre fui super caseira e apesar de já ter ido ainda me considero, nada melhor do que ficar deitada descansando em casa! :)

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  8. Assim como você não sou muito chegada em balada e dou graças a Deus pelo meu namorado também não ser chegado... rsrs E menina, olha que louco, somos vizinhas praticamente, sou de Belford também! =)
    Voltando ao assunto, rsrs, que vibe foi essa do pub?! Minha nossa, dizem que a primeira impressão é a que fica, né? Então imagino a preocupação do seu namorado com o que você iria achar de baladas daqui pra frente... rsrs
    Bjks!

    Mundinho da Hanna

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    1. Caramba, que legal! Acho que você é a primeira pessoa que conheço na blogosfera que também é de Belford Roxo! <3

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  9. Estou apaixonada pelo teu blog, lendo assim foi até engraçado mas imagino a situação de vcs naquele momento.
    Tenho 18 anos e nunca quero ir numa balada, eu sou muito caseira, e não gosto de musicas eletrônicas então, eu uni o útil com o gradável.

    Sucesso!

    Conteiepronto.blogspot.com

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  10. Menina, se isso tivesse acontecido cmg, nunca mais que eu queria ir numa balada. Nunca fui em uma à proposito, tenho 18, mas talvez me falte tempo ou boas expectativas para um local desse, ainda não sei, mas foi interessante ler sobre sua primeira vez.
    beijos,
    karenellenblog.blogspot.com

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    1. Desculpe por ter contribuído negativamente para suas expectativas! Kkkkk.

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  11. faz uns bons anos q n tenho vontade de ir a baladas qd vou sempre de mau humor, mas ja fui mto,morava no interior e com 16 anos eu podia entrar, creio q por isso com 27 anos ja n tive mais vontade rsrs bjos http://anaherminiapaulino.blog.uol.com.br/

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    1. Eu com 21 anos já não tenho mais pique - nessa época tinha 18 - imagino você! Kkkk.

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  12. Oi Bella,
    Quando jovem gostava bastante da noite, mas confesso que balada e boate nunca foi meu forte. Hoje prefiro os passeios diurnos, que as vezes rendem boas histórias, kkk
    Bjs❤
    Abrir Janela

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    1. Gosto dos dois, mas hoje mais de bares do que de baladas! :)
      Saudades de te ver por aqui, Line!

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  13. Meu deus, não se rio ou se choro com essa história! hahahaha
    Que loucura gente. Eu fico muito indignada com os gerentes dessas baladas, que ignoram completamente qualquer fato com relação a saúde física e segurança de alguém ali dentro.

    Ri muito com o "balada não é assim não, tá?" Hahahah

    Beijos!

    www.negavaidosa.com.br

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    1. Esse "não sei se rio ou se choro" foi o nosso sentimento naquele momento! Kkkk.

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