Ame o que é seu

Oi pessoal, tudo bem com vocês? Espero que sim.

Depois de muito tempo (nove meses, pra ser mais exata) trago a resenha de um livro.

A história de como o conheci é um pouco engraçada. Em 2015 estava na Bienal com o Léo olhando alguns stands quando me deparei com a capa abaixo - que me chamou atenção por ser bonita e leve. Ao analisar o título e a sinopse fiquei extremamente interessada em lê-lo, mas - por algum motivo que não recordo agora - não o comprei naquele exato momento. Andamos mais um pouco e passado alguns minutos decidi que levaria o livro, porém não o encontrei mais. Nós demos várias voltas na Bienal em busca do mesmo até que fomos vencidos pelo cansaço e desistimos. 

Ao chegar em casa o procurei em pdf e também não achei. Lembro de ter pensado "é, com certeza não devo lê-lo" e o deixei pra lá, porém favoritei a página de compra dele na Saraiva para o caso de resolver comprá-lo algum dia. 

[...]

Há algumas semanas estava no estágio conversando com a minha supervisora - que é uma devoradora de livros - e apresentei o Skoob (uma rede social colaborativa para leitores) pra ela. Ao entrar na minha conta o reencontrei na aba 'Quero ler' e através do site Le Livros finalmente consegui baixá-lo.


  • EDITORA: Novo Conceito;
  • I.S.B.N.: 9788599560532;
  • TRADUTOR: Elenice Araújo;
  • NÚMERO DE PÁGINAS: 320;
  • ANO DA EDIÇÃO: 2008;
  • AUTOR: Emilly Giffin;
Esta é uma história para quem já se perguntou: ”Como amar de verdade a pessoa que está comigo, se não consigo esquecer alguém que ficou no passado?”.
O casamento de Ellen e Andy não parece perfeito, ele é perfeito. São inegáveis a profundidade da devoção mútua e o quanto cada um desperta o melhor no outro. Mas por obra do destino, certa tarde, Ellen revê Leo pela primeira vez em oito anos. Leo, o que revelou o pior nela. Leo, o que partiu seu coração sem se explicar. Leo, o que ela não conseguiu esquecer. O reaparecimento de Leo desperta sentimentos há muito adormecidos e Ellen se põe a questionar se sua vida atual é de fato como ela queria que fosse.



"Sempre que houver uma escolha, haverá uma dúvida". Todos os dias somos obrigados a tomar decisões: Algumas corriqueiras e outras que definem o rumo da nossa vida.

Nesse livro nos deparamos com uma questão normalíssima, porém com suas particularidades: Após 8 anos sem nenhum tipo de contato Ellen reencontra seu ex-namorado, Leo, a quem amou mais do que a si mesma e passa a questionar seus sentimentos por Andy, marido que toda mulher sonha em ter. A partir desse momento embarcamos num conflito interno que alguns considerariam extremamente simples e outros insolucionável: Esquecer o passado e seguir em frente ou tentar novamente?

No início Ellen tenta anular seu sentimento por Leo de todas as formas, mas cada tentativa o torna mais intenso. Ela tem uma vida excelente, um marido incrível, a profissão dos seus sonhos e não consegue entender o que está acontecendo em sua cabeça (ou seria em seu coração?).

As lembranças do seu relacionamento com o Leo invadem sua vida de tal forma que não importa onde esteja ou o que esteja fazendo, ele continua presente.

Finalizei essa leitura há mais ou menos uma semana e confesso que não fui capaz de optar por um lado. Em alguns momentos torci para que ela se arriscasse com o Leo, em outros (poucos) quis que ela continuasse com o Andy e no final preferi que ela tivesse ficado sozinha.

Apesar de ser uma história muito bem escrita se torna inevitavelmente massante por ser narrada exclusivamente em primeira pessoa. Confesso que quase a abandonei por causa disso, porém o rumo dos acontecimentos me deixou curiosa o suficiente para continuar.

Não é um livro que recomendaria para qualquer pessoa pois é preciso se identificar com a situação para se envolver e refletir junto com a protagonista, mas dependendo da fase que você estiver atravessando pode te ajudar bastante.

Está bem longe de ter sido uma das minhas leituras favoritas e - devido ao tempo que demorei para conseguir lê-lo - me decepcionei muito com isso, porém é um bom passatempo para aqueles domingos frios que passamos embaixo do edredom.

"E talvez seja nisso que se resume tudo. O amor, não como uma manifestação de paixão, e sim como uma opção pelo compromisso com algo ou alguém, sejam quais forem os obstáculos pelo caminho. E talvez, ao fazer essa opção vez após vez, dia após dia, ano após ano, diga mais sobre o amor do que nunca ter de fazer escolha alguma."

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3 comentários

  1. Fiquei com vontade de ler esse livro.
    Apesar de você não ter gostado muito rsrs
    Adorei a resenha,como sempre!!
    Beijo
    http://www.simplesedoce.com.br/

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  2. Oi, tudo bem??
    Não conhecia esse livro e fiquei louca pra ler. "Sempre que houver uma escolha, haverá uma dúvida". Concordo totalmente!
    Beijos
    www.somosvisiveiseinfinitos.com.br
    Vídeo novo: https://www.youtube.com/watch?v=cYq8s9P-EyA

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